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Dólar opera em alta, de olho em dados de inflação e atividade nos EUA; Ibovespa cai a 170 mil pontos

Redação g1 — São Paulo

Na véspera, a moeda americana fechou com queda de 0,19%, a R$ 5,3401. Já a bolsa brasileira caiu 2,68%, aos 171.006 pontos.

O dólar opera em alta nesta quinta-feira (29), com um avanço de 0,21% perto das 10h15, cotado a R$ 5,3512. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha queda de 0,28% no mesmo horário, aos 170.534 pontos, e caminhava para fechar o quarto dia seguido de perdas.

Após o Fed manter as taxas de juros dos Estados Unidos inalteradas, investidores voltam as atenções para os novos dados americanos de inflação e atividade, previstos para esta quinta-feira. No Brasil, os desdobramentos das eleições presidenciais e a reforma tributária.

▶️ O PCE e o PIB dos Estados Unidos são o principal destaque da sessão. Após o Fed manter os juros americanos inalterados na faixa de 3,75% a 4%, investidores avaliam novos dados de inflação e atividade no país, em meio aos sinais de que os EUA continuam crescendo em ritmo forte.

▶️ No Brasil, o governo anunciou um aumento das alíquotas de ICMS. Na véspera, Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou a atualização anual das alíquotas do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha a partir de 2027. A decisão foi oficializada no Diário Oficial da União (DOU).

▶️ Além disso, investidores também avaliam a alíquota proposta para o CBS, novo tributo sobre o consumo aprovado no âmbito da reforma tributária. Na quarta-feira, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou proposta para que a alíquota de referência seja de 11,3% em 2027. A taxa ainda depende da aprovação do Congresso Nacional.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +6,95%;
  • Acumulado do mês: +3,20%;
  • Acumulado do ano: -2,71%.

📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -16,62%
  • Acumulado do mês: -8,23%;
  • Acumulado do ano: +6,13%.

Os próximos passos da reforma tributária

O TCU aprovou na quarta-feira (28) uma proposta para que a alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), novo tributo aprovado no âmbito da reforma tributária sobre o consumo, seja de 11,3% em 2027.

O valor será encaminhado ao Congresso Nacional, que poderá concordar ou não. Caberá ao Senado fixar o valor final da alíquota, que será cobrada a partir de 2027, até 15 de dezembro.

Além da CBS, haverá a cobrança transitória do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) com uma alíquota total de 0,1% em 2027 e 2028, dividida entre estados (0,05%) e municípios (0,05%). Essa alíquota começa a subir gradualmente a partir de 2029.

Com a reforma tributária, os tributos sobre o consumo passarão a seguir o modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), adotado em grande parte do mundo, com cobrança não cumulativa.

Isso significa que o imposto será recolhido em cada etapa da cadeia produtiva, mas as empresas poderão descontar os tributos pagos nas fases anteriores.

Por exemplo: se o IVA for de 20%, um produto vendido ao consumidor final por R$ 100 terá imposto, que, ao final da cadeia, totalizará R$ 20, após os mecanismos de crédito e compensação entre os diferentes empresas da produção e comercialização. Veja o que muda para empresas em 2027.

  • ICMS sobre combustíveis vai aumentar

Outro ponto de atenção fica com a aprovação, por parte do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), da atualização anual das alíquotas do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha.

Bolsas globais

Na Ásia, as ações chinesas fecharam em queda nesta quinta-feira, em meio a mais uma onda de vendas de ações ligadas ao setor de tecnologia.

O SSEC, Índice de Xangai, caiu 0,8%, e o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, recuou 1%. No Japão, o Nikkei avançou 1,10% e o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 1,24%. O Hang Seng, de Hong Kong, teve perdas de 0,59%.

* Com informações da agência de notícias Reuters.

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